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Professor fanático pelo Santa Cruz é surpreendido por alunos em último dia de aula

Notícias dezembro de 11 de 2014 - 13:17

Professor fanático pelo Santa Cruz é surpreendido por alunos em último dia de aula

“Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete”. Os versos escritos por Marisa Monte e Nando Reis talvez sejam os únicos capazes de traduzir a história de amor do professor Damião Soares Tenório, 33, com o Santa Cruz, clube que segundo ele, torce desde que nasceu.

Foi sabendo da paixão arrebatadora, cujo primeiro ato de amor foi aos seis anos de idade, quando Damião pegou um rádio para ouvir um jogo do Time Coral, que seus alunos de direito civil I e II resolveram fazer uma surpresa. “Quando saí da sala dos professores (segunda-feira passada) desconfiei que não tinha ninguém no hall. Quando entro na sala de aula vejo todo mundo vestindo a camisa do meu time do coração pelo qual sou alucinado e apaixonado”, relembra.

Se o intuito era agradar o professor no último dia de aula do semestre, a missão teve sucesso total. “É muito bom morar num estado onde as pessoas tem essa forma de tratar os outros. Sou o pernambucano mais cearense que existe e a sala de aula proporciona essa situação”, diz o professor complementando que quando vai a Recife passar férias, morre de saudades de Fortaleza.

Fazer a surpresa não foi tarefa fácil. Sem conseguir 51 camisas do Santinha (incluindo a do professor) para comprar no comércio da Capital, o jeito foi mandar confeccionar réplicas da camisa tricolor.

A fama de torcedor fanático assumida por Damião vem de longe, tanto que a turma de dois semestres atrás mandou confeccionar uma barca personalizada do Santa cruz. “Eles (agora ex-alunos) contrataram um ex-presidiário que se ressocializou e trabalha com artesanato. Foi isso que me deixou mais emocionado”, conta.

Sem grandes conquistas a nível nacional (o título mais importante do clube é a Série C de 2013), o tricolor fanático exalta a empatia do Santinha. “O sentimento mais nobre que podemos ter é humildade e o Santa Cruz é um time de torcida humilde”, argumenta. Para comprovar sua tese ele relata um caso ocorrido com ele em 1999, num jogo entre Santa Cruz e Bragantino, pela Série B do Brasileirão. Damião conta que encontrou um vendedor de picolé na entrada do Arruda vendendo os últimos picolés do carrinho para inteirar o valor do ingresso para ver a partida.

Apesar de se reunir com amigos que moram em Fortaleza para ver jogos do Santa Cruz, Damião não é torcedor “pé de rádio”. Desde que veio morar no Ceará, em 2010, após se tornar procurador do Estado, sempre que pode, vai a Recife só para assistir jogos do time do coração. Todo sacrifício é válido, até suportar as brincadeiras dos amigos, quando o Santa atravessava a pior fase de sua história, disputando a Série D(da qual saiu em 2011, com um vice-campeonato). “Um amigo chegou a me dizer que se o Santa Cruz caísse mais ia acabar achando pré-sal”, brinca.

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Fonte: www.opovo.com.br

Texto: Aflaudísio Dantas

Foto: Damião / arquivo pessoal

 

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