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CLÁUDIA LEITÃO FALA SOBRE O PENSAMENTO COMPLEXO NA “SEXTA DA PESQUISA”

Notícias abril de 9 de 2014 - 12:05

CLÁUDIA LEITÃO FALA SOBRE O PENSAMENTO COMPLEXO NA “SEXTA DA PESQUISA”

A Profa. Cláudia Leitão (UECE), ex-coordenadora da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura e ex-coordenadora-geral do Curso de Direito da Unichristus, voltou a nos prestigiar em 4 de abril último, dessa vez, no projeto “Sexta da Pesquisa”, brindando-nos com sua presença, sua reflexão e seu carisma.

Usando Edgar Morin como principal solo teórico, Cláudia refletiu sobre a necessidade de forjarmos um ensino jurídico ancorado no pensamento complexo. De fato, com a emergência de sociedades hipercomplexificadas, em que inúmeras variáveis relevantes interagem ao mesmo tempo, torna-se cada vez mais premente a capacidade de transitarmos do geral ao particular e do particular ao geral. Os problemas que desafiam as sociedades contemporâneas requerem que sejamos especialistas e generalistas a um só tempo. É preciso pensar o local no global e vice-versa, pois tudo está interligado, gerando desdobramentos que não podem ser adequadamente antevistos se continuarmos pensando de forma setorial e compartimentalizada.
Ao falar sobre a importância do pensamento complexo para a pesquisa, Cláudia Leitão traça um contexto histórico-epistemológico, para explicar que o pensamento racional foi fundado na dialética, que consiste em um modelo de pensamento por oposições. De acordo com a professora, nós carregaríamos essa matriz de pensamento aristotélica, que pensa sobre o mundo e procura compreendê-lo a partir de uma lógica binarista.

Trocando em miúdos, o modelo pelo qual fomos acostumados a ler o mundo seguia um raciocínio disjuntivo, em que algo ou é isto ou é aquilo. Já o modelo complexo de pensamento admite uma apreensão conjuntiva da realidade, em que algo pode ser – ao mesmo tempo – isto e aquilo e aquel”outro (ainda que haja relações de contradição ou oposição entre as partes constitutivas do todo).

Teoria e prática, subjetividade e objetividade, razão e empirismo: todas essas dicotomias podem ser vistas como não excludentes entre si, a partir do pensamento complexo.

Cláudia Leitão se despede propondo aos pesquisadores (docentes e discentes) uma ruptura paradigmática: o desafio que se coloca é o desapego a modelos de pensamento envelhecidos – não obstante a sua insuficiência diante das novas realidades – apenas em razão de grandes investimentos pessoais prévios. Em vez de reducionismos simplistas, a professora recomenda coragem para apreender o real em toda a sua complexidade.

Profa. Dra. Fayga Bedê
Curso de Direito
Unichristus

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