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A Crise Européia E Seus Reflexos Sobre o Brasil

Notícias março de 15 de 2013 - 14:21

A Crise Européia E Seus Reflexos Sobre o Brasil

Prof. Eleazar de Castro Ribeiro

Os sociólogos costumam dizer que a realidade é dinâmica, multifacetada e contraditória. Isso talvez responda à seguinte pergunta: quem diria que um dia veríamos a Europa em crise e o Brasil sendo convidado a compor o grupo de países do FMI que poderia ajudar os países do Velho Mundo?

Somente olhando a história é que podemos entender a crise europeia, afirmou Dieter Gerding, cônsul da Alemanha em Fortaleza, na aula magna dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Sistemas de Informação, no último dia 26 de fevereiro. No contexto da formação da Comunidade Europeia (CE) estavam os germes da atual crise, disse herr (senhor) Dieter, porque as contribuições ao grupo de países sistema foram desiguais. A euforia pela criação da CE escondeu os problemas e os países apostaram muito mais na prosperidade do que nas possibilidades de crise.

Assim, enquanto uma Alemanha, considerada a locomotiva econômica da Europa, investia em sua própria reunificação entre o oeste capitalista e o leste comunista, e ainda dava suporte à criação da CE, países como a Espanha mal podiam tratar dos seus males internos, com problemas de liquidez em sua rede bancária.

Por isso mesmo, para herr Dieter, há um exagero da mídia no tratamento da crise, para quem vive na Europa, especialmente nos países centrais, como Alemanha e França. A crise será mais sentida em países como Portugal e Espanha e outros periféricos, como as nações do Leste Europeu.

O diplomata alemão, com um português claro, melhor do que muitos de nossos nativos, pontuou que o problema da “bolha” americana dos imóveis e hipotecas, acontecido há dois anos, agravou a crise europeia, devido à forma global como os bancos têm trabalhado nos últimos 20 anos. Aconteceu o que é predito pelo chamado Efeito Borboleta, teoria desenvolvida por Edward Lorenz em 1963, e reforçado pela Teoria do Caos, nos últimos 10 anos: “O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque. Como os bancos investem em papéis uns dos outros, e os bancos americanos constituem uma boa parte do mercado, é natural que uma crise geral na rede americana tenha afetado todos os bancos do mundo.

A crise no seu continente de origem não tirou o bom humor do cônsul alemão natural da Vestfália, no oeste da Alemanha. Em um determinado momento de sua fala, informou, para riso da plateia, que o Brasil tem tudo para ser um país vitorioso, mas na Copa do Mundo de 2014, a vitória seria da Alemanha. Mas ele se sente um brasileiro. Não é à toa: sua vida em Fortaleza já beira os 20 anos.

No início da aula magna, o diplomata já havia sido saudado com uma reprodução orquestrada do hino alemão, pontuada por fotos das belas paisagens alemãs, projetadas no auditório I do Campus Dom Luis. Ao final, foi homenageado com um recebimento de um kit da UNICHRISTUS, pelo Pró-Reitor de Extensão Rogério Frota, como forma de gratidão por sua participação em um encontro testemunhado até o final por cerca de 350 alunos.

Uma grande nação como a Alemanha, com milênios de história e de personagens marcantes no cenário internacional, foi bem representada em nosso evento.

Dank schön, Herr Dieter! Bis bald! (Muito obrigado, Senhor Dieter! Até breve!)

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